sexta-feira, 15 de maio de 2020

Tema 5 - 
Saúde mental e emocional em tempo de distanciamento social

Professora Angela Rosa

Bom dia!!

Hoje gostaria de lhe convidar para um momento de autorreflexão, vamos dar uma paradinha em tudo, respirar fundo e refletir sobre o momento. Mas a nossa reflexão não será sobre o momento incerto e difícil em que estamos vivendo, mas sim como estamos lindando com esse momento, sabemos que são muitas as atividades, a carga de estresse é alta e o emocional fica abalado, pois não temos a certeza de absolutamente nada e nós seres humanos temos a necessidade e a ilusão de que podemos controlar as coisas...
Vamos durante esse ciclo que estamos vivendo, olhar para o nosso interior e avaliar o que de fato no momento torna-se importante, o que de fato é necessário, o que de fato podemos fazer para nós e para os que nos rodeiam.
Ao perguntarmos o que de fato é importante no momento teremos várias respostas:
  • A nossa saúde;
  • A saúde de nossos filhos;
  • A presença e ajuda do/da companheiro(a);
  • A família;
  • A estabilidade emocional;
  • A paz e harmonia dentro de casa;
  • A possibilidade de acordar todos os dias;
  • Termos alimento e água;
  • A fé e esperança;
  • A proteção e a misericórdia de Deus;

Entre outras coisas que na maioria das vezes não é material.

Desta forma a reflexão vem pra nos mostrar que as relações e as pessoas que nos cercam são o que realmente importam e que nosso desejo é simplesmente termos vida e saúde para estarmos perto daqueles que amamos. Toda arrogância, egoísmo de nada adiantam, só trazem mais solidão e tristeza para nós.
Daí a importância de sermos gratos todos os dias pelas coisas simples que nos acontecem, pelos livramentos não percebidos, pelas possibilidades que nos são apresentadas de nos tornarmos pessoas melhores.

Vamos agora por um momento analisar o que podíamos fazer antes dessa pandemia e o que hoje já não podemos fazer. Também teremos diferentes respostas:
  • Abraçar, beijar, cumprimentar as pessoas por meio do toque;
  • Viajar;
  • Andar livremente pelas ruas sem medo;
  • Visitar os pais, avós, filhos que moram fora;
  • Ir a academia sem tantas restrições;
  • Ir a um show;
  • Sentar com os amigos em uma sorveteria;
  • Trabalhar em meio as pessoas sem preocupações;
  • Realizar nossas atividades de rotina sem nos preocupar a todo instante com a higiene;

Entre outras coisas... 

Ao fazermos esse levantamento, chegamos a conclusão de que éramos felizes e nem sabíamos...
Nos dá aquele desejo de que tudo volte a normalidade e que possamos seguir nossas vidas. 
Nos dá a ideia de que a reclamação não pode ser companheira diária.

Novamente vem a palavrinha chave, "gratidão".
Gratidão pela vida que tivemos e que almejamos voltar a ter. E quando voltarmos, que possamos ter esse olhar de gratidão sobre tudo.

Nesse momento nos preocupamos com todos os que amamos, nos preocupamos com aqueles que estão perto e também com os que estão longe e que sabemos que não podemos os proteger como queríamos ou gostaríamos. Reaprendemos a nos conectar com Deus ou com o transcendente ao orarmos, clamarmos ou mesmo ao nos ligarmos a Ele em pensamento. 
Essa fé nos alimenta e é importante para conseguirmos atravessar o momento. 

Porém não podemos esquecer de também cuidarmos um pouco de nós, pois precisamos estar bem para cuidar daqueles que amamos, muitas vezes quando pensamos em cuidar um pouco mais de nós, achamos que estamos sendo egoístas, porém não é egoísmo e sim amor próprio.

Algumas dicas para cuidar de nossa saúde mental e emocional em tempo de distanciamento social:

  •  Clique no link abaixo e assista ao vídeo a seguir:


                                       https://www.youtube.com/watch?v=gWX9_ejGoyQ


Outras dicas para você cuidar de você:

  •  Coloque sua saúde física e mental em primeiro lugar;
  •  Caminhe;
  •  Converse com pessoas que realmente te entendem;
  • Aceite um elogio com um sorriso;
  •  Presenteie-se com algo legal;
  • Permita-se aproveitar um tempo com lazer - assistir a um filme, ouvir uma música, ler um livro, dançar nem que seja sozinha(o);
  •  Perdoe-se por erros do passado;
  •  Permita-se expressar uma opinião diferente;
  •  Aprecie suas realizações;
  •  Permita-se ser imperfeito;
  •  Cuide da alimentação;
  •  Você em primeiro lugar;
  • Afirmações são poderosas, seja positivo;
  •  Organize sua vida;
  •  Valorize o que tem;
  •  Estabeleça metas que você possa cumprir;
  •  Evite comparações. Lembre-se que você é único;
  •  Invista em relacionamentos produtivos;
  • Aceite-se. Toda mudança precisa de tempo, dê esse tempo para você;
  • Antes de dormir, pense nas coisas boas que lhe aconteceram;
  • Ame-se;
  • Ria de si mesmo;
  • Fale com pessoas que amam você sobre suas realizações;
  • Conheça seus pontos positivos. Elabore uma lista com suas qualidades, recorra a ela sempre que necessário;
  • Exercite a capacidade de enxergar o bem;
  • Procure ficar mais seguro de quem você é;
  • Reafirme seus valores;
  • Busque enfrentar melhor as dificuldades;
  • Seja otimista em todas as atitudes;
  • Compartilhe suas alegrias com quem você ama;
  • Escute música relaxante de olhos fechados;
  • Procure no You Tube uma aula de yoga e de meditação para fazer;
  • Beba sucos naturais feitos em casa;
  • Faça uma máscara facial;
  • Brinque com seu animal de estimação;
  • Escreva sobre coisas que o façam feliz;
  • Cuide mais de você, você precisa se conhecer para estabelecer bases fortes para sua autoestima;
  • Questione-se, nem tudo o que nos é transmitido é benéfico, por isso crie o hábito de questionar seu comportamento;
  • Não reclame, aja! Planejar os nossos objetivos é apenas uma parte, muitas vezes os caminhos não seguem por onde esperamos e quando isso acontecer, afaste o vitimismo;
  • Escolha seu entorno. Nossos relacionamentos também pesam em nossa autoestima. Por isso escolha bem as pessoas com quem você divide seus dias;
  • Dedique tempo a ser feliz. Encontre um hobby, alguma paixão, algo que te deixe feliz e que te complete;
  • Faça metas. Construa metas alcançáveis, aumentando a sua autoconfiança e automaticamente a sua autoestima;
  • Crie filtros para a opinião externa;
  • Se necessário procure apoio psicológico. Psicólogos são formados e preparados para lidar com inseguranças. Se a sua falta de autoconfiança estiver atrapalhando o seu dia a dia, não hesite em procurar ajuda.


E acredite, você tem feito o seu melhor, não exija tanto de você!!

Talvez você esteja pensando sobre o fato de estarmos refletindo sobre este assunto e se perguntando o que teria tudo isso com o meu trabalho??

Eu lhe respondo:
Se você não estiver bem consigo mesmo não conseguirá realizar bem nem seu trabalho nem nada em sua vida, sendo assim, cuide-se, você é importante para você mesmo(a) e para todas as pessoas que lhe amam.

Na próxima semana retomaremos os estudos de temas sobre a Inclusão.

Finalizando a reflexão do dia, dedico uma música para você:




Atividade 5:

a) Cite três dicas que são apresentadas no primeiro vídeo sobre saúde mental em tempo de distanciamento social, que você considera ser necessário trazer para sua vida cotidiana;

b) Cite cinco dicas de como cuidar melhor de você contidas no texto e que você considera que  precisa também trazer para a sua vida cotidiana;

Ao responder as questões você estará fazendo a sua autorreflexão.
Obrigada pela participação!


segunda-feira, 4 de maio de 2020


04/05/2020

Atendimento ao público no contexto escolar
Professora Angela Rosa Resende da Silva


Dando continuidade as nossas reflexões sobre inclusão e escola, iremos analisar os pontos importantes no atendimento ao público no ambiente escolar. 
Temos a consciência de que quando falamos em inclusão não estamos nos referindo apenas as pessoas com deficiência, mas sim a toda diversidade existente no contexto escolar e que precisa ser respeitada e incluída. Desta forma faremos uma breve reflexão sobre o atendimento a essa diversidade no contexto escolar, partindo do pressuposto de que todos os funcionários devem estar preparados para um atendimento de qualidade a todas as pessoas que entram na escola, seja para estudar, buscar informações, visitar, etc.
A maneira como as pessoas são atendidas reflete sim na concepção de educação que escola defende e multiplica e deve ser ponto de atenção dos gestores. 
Propiciar momentos de reflexão sobre as práticas positivas no atendimento as pessoas dentro da escola deve ser algo planejado e trabalhado internamente.
O conceito de inclusão não deve ser algo explorado somente com os professores, deve ser algo ampliado as equipes que atuam dentro da escola, pois o aluno se movimenta por toda a escola sendo necessário que se sinta incluído em todos os ambientes de forma a se sentir realmente parte integrante.



Atendimento ao público no 

contexto escolar


  É incontestável o fato de que só pode haver melhoria da qualidade de vida nas sociedades se houver foco na qualidade da educação. Todos os atores, inseridos na educação formal ou não formal de nossas crianças, adolescentes e jovens precisam estar cientes de suas concepções, ações, mediações no processo educacional.
  Para que a escola possa definir seu projeto educacional, todos os sujeitos precisam assumi-la e desenvolver sua parcela de contribuição de forma consciente e não pormenorizada.

   A equipe que trabalha em uma escola, ao compreender que não trabalha em um local do setor produtivo comum da sociedade, mas em uma instituição promotora de desenvolvimento humano a partir da ciência, do conhecimento, das relações que são construídas em seu interior, irá interagir com as pessoas de forma a direcioná-las para seus potenciais emancipatórios. 

   Por essas razões, os Agentes Educacionais , também conhecidos como educadores são agentes que colaboram com a transformação social .A equipe escolar precisa se perceber como membros importantes da gestão democrática da escola. 
É importante compreendermos quem é o público da escola:

Público interno —
São todos os servidores e companheiros de trabalho, tais como professores, funcionários, estagiários, equipe diretiva. Considera-se por público interno da escola o indivíduo que trabalha para a instituição, participando ativamente dela.
Público externo —
São todos aqueles atendidos pela instituição de ensino, como: alunos, pais ou responsáveis, representantes das instituições que oferecem campo de estágio (no caso da Educação Profissional), fornecedores e a comunidade em geral.
Um atendimento de qualidade colabora com o bom andamento das ações na escola.
Quando são bem atendidos, os pais e alunos percebem que podem contribuir para a manutenção desse ambiente de cortesia, respeito e organização.
Também se sentem motivados a participar da escola por serem ouvidos, respeitadas e bem orientadas.
Uma vez que nossa finalidade escolar é preparar para a vida, o atendimento deve também ser humanizado, priorizando a escuta ativa e a empatia.



Princípios de um bom atendimento: 

Os princípios de atendimento estão relacionados à postura do funcionário, com as suas atitudes e o seu modo de agir com os alunos, pais, professores, outros funcionários e comunidade.É necessário definir nas políticas da instituição uma postura profissional de atendimento, como forma de avançar satisfatoriamente as relações entre a comunidade escolar em geral.

Os pais e responsáveis esperam informações claras sobre a proposta pedagógica das instituições e normalmente são atendidos pela equipe pedagógica para sanar tais dúvidas.Mas também precisam de informações frequentes sobre documentação dos filhos e outros assuntos de rotina e esperam ter suas dúvidas esclarecidas.
Muitas vezes a Secretaria Escolar é o primeiro setor da escola que recebe a comunidade. Por essa razão, ela se torna o cartão de visitas, demonstrando a identidade do local.
ATENDIMENTO AO PÚBLICO é a imagem da escola.
Quem faz o atendimento deve ser responsável e adotar uma forma de acolhimento baseado no respeito e na gentileza.Um dos princípios do bom atendimento é corresponder às expectativas da pessoa que procura a informação e compreender que quando se trabalha em um órgão público, você está de fato, a serviço da comunidade.Outro fator importante é percepção de que além de esclarecer as dúvidas, o funcionário precisa transmitir uma sensação de segurança para o público por meio da certeza e agilidade do atendimento.

                Um olhar inclusivo no atendimento ao público:

                                  Atendimento aos idosos:


Atentar-se às necessidades dos idosos, que muitas vezes precisam ser atendidos com um olhar especial.Oferecer preferência no tendimento.Encaminhar com educação e presteza até o departamento que ele precisa falar.Caso ele procure a secretaria ,auxiliar na leitura do documento ou do formulário, quando for necessário, verificando se estão enxergando com nitidez.Imprimir o documento de forma ampliada, se for preciso.Acompanhar o momento de preenchimento do formulário e demonstrar-se disposto a ajudar.
Caso o idoso tenha que trazer outros documentos para a escola, procure escrever em um papel e explicar o que são cada um deles ou para que servem.Ao solicitar documentos digitalizados, certifique-se de que a pessoa saiba utilizar as ferramentas da internet para isso ou que tenha alguém em casa para ajudá-lo.

Atendimento às pessoas com deficiência:

“ Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. ( Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência, artigo 1º).

  Assista ao vídeo a seguir que retrata algumas dicas importantes no atendimento a pessoa com deficiência e que podem ser usadas também no contexto escolar. ( Vídeo da empresa Carrefour - retirado do YouTube).



 No atendimento aos alunos com deficiência e mesmo no atendimento a diversidade existente no contexto escolar relacionadas a etnias, crenças, sexualidade, aspectos físicos e sociais, é importantíssimo o respeito por parte de todos os funcionários. Jamais se deve usar apelidos pejorativos, atitudes de intolerância e preconceito, intolerância, desrespeito e preconceito são inaceitáveis em um ambiente escolar que prega e defende a inclusão. A escola é um lugar de acolhimento, o grupo gestor e pedagógico da escola deve deixar isto claro para todos os que trabalham no ambiente.


Atendimentos aos alunos no ambiente escolar:



Em sua área de atuação atenda os alunos com cordialidade e um respeito;
Caso o assunto que o aluno queira tratar não diga respeito ao seu departamento, encaminhe-o para os responsáveis;
Não utilize, gírias e apelidos no trato com aluno, seja profissional no ambiente escolar.
Não grite, ou utilize de repreensões que use o toque.
Caso ocorra algum conflito no ambiente escolar, evite conflituar, o melhor a se fazer é evitar discussões e repassar o acontecimento que gerou o conflito aos responsáveis.
Não adiante assuntos ou informações que não sejam de sua área de atuação.
Evite fazer perguntas ou comentários com os alunos nos corredores que não sejam referentes ao seu atendimento no momento.
Assuntos do ambiente escolar permanecem no ambiente escolar, questões escolares são tratadas nas escolas, caso sejam procurados fora do ambiente escolar, oriente os interessados a comparecerem na escola.

ATIVIDADE 4-
  a) Após lerem o texto comente pontuando sua opinião sobre a seguinte afirmação:
" Atendimento ao público é a imagem da escola."
  b) Você considera que se faz necessário uma estruturação de um programa de formação continuada aos demais funcionários da escola que trabalhem questões sobre o olhar inclusivo no atendimento aos alunos e as pessoas que procuram a escola?


quinta-feira, 23 de abril de 2020




Dia 23/04/2020 – Estudo nº 03

 Tema: O papel do Coordenador Pedagógico no processo de 

Inclusão

Professora Angela Rosa


       Assim como o gestor, o coordenador pedagógico possui um papel de fundamental importância no processo de inclusão, tendo em vista que a parte pedagógica que é o coração da escola está nas mãos deste profissional.O pedagógico da escola é que dará o Norte as ações sejam dentro da sala de aula, sejam no ambiente escolar como um todo. Planejamento é a palavra chave no processo juntamente com organização, criatividade, capacidade de liderança e de articulação entre os envolvidos. O coordenador precisa estar atento a toda a demanda da escola e precisa estar por dentro do que acontece em sala, conhecendo os alunos bem como os profissionais de forma a conseguir propor as intervenções necessárias de forma a incluir todos.É o coordenador pedagógico que lida diretamente com os professores regentes, profissionais de apoio e demais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem, desta forma precisa saber claramente quais são os alunos com deficiência, bem como conhecer as especificidades deste público, ou então não conseguirá orientar sua equipe de forma qualitativa. Nesta perspectiva os coordenadores pedagógicos entram em cena como peças fundamentais para que consigamos efetivar a inclusão dentro das salas de aula, onde o processo de ensino possa chegar também aos alunos com deficiência.A participação dos coordenadores pedagógicos nos encontros de formação, estudos, reuniões e atividades de discussão sobre o processo de inclusão é de suma importância para garantir que as informações cheguem até os professores regentes e consequentemente aos alunos, favorecendo assim todo o processo.




Sendo assim quais as tarefas do coordenador pedagógico no processo de Inclusão?

  •  Garantir o direito à aprendizagem, afinal incluir não é só estar no mesmo espaço, mas também possibilitar que todos possam se desenvolver integralmente e ter sucesso escolar.
  •   Articular os saberes da equipe. 
  •  Garantir e mediar a troca e compartilhamento de experiências entre os docentes. 
  •  Desenvolver ações pedagógicas mais inclusivas. 
  • Articular as situações desafiadoras vivenciadas por cada professor em sala de aula com os momentos de trabalho coletivo. 
  •  Garantir a colaboração de todos no processo de inclusão. 
  •   Discutir coletivamente as situações relacionadas ao público-alvo da educação especial. 
  •    Propor ações de colaboração e parceria envolvendo professores, alunos, familiares, áreas de Assistência Social e saúde. 
  •  Oferecer uma formação continuada contextualizada.
  • Propor repasses de temas em cima da experiência em sala de aula, tendo como foco as necessidades da escola. 
  • Buscar filmes, textos e outras práticas que estejam ligadas ao que está sendo vivido na escola. 
  •   Os coordenadores são responsáveis por garantir que informações trazidas pelos próprios estudantes, seus familiares, outros profissionais envolvidos e parceiros da escola sejam contempladas nos momentos coletivos.



O coordenador pedagógico deve ainda:


 ·      Organizar momentos em que os professores regentes, profissionais de apoio, intérpretes e AEE  ( quando a escola possui) se encontrem para troca de informações.

  •  Propor aos professores regentes atividades considerando os interesses e as necessidades de cada aluno com deficiência, identificando possíveis barreiras à aprendizagem, apontando estratégias para que os estudantes tenham as mesmas oportunidades que toda a turma.


  •  Buscar ajuda quando necessário de forma a ter condições de orientar sua equipe.
  •  Trabalhar as questões coletivamente.
  •  Caso não tenha o professor de AEE na escola, o coordenador pedagógico deve buscar informações sobre a vida do estudante que podem ser úteis para escola.


  •   Procurar conhecer as particularidades do aluno para propor intervenções de olho nelas.
  •   Os coordenadores devem estar atentos para que professores não criem expectativas de que o laudo médico irá apontar soluções pedagógicas.
  •    Acompanhar o trabalho dos professores junto aos alunos de forma a orientá-los em suas dificuldades;
  •   Buscar a ajuda quando necessário de forma a dar o suporte necessário aos professores e alunos;
  •   Promover ciclos de estudos para os repasses;
  •   Incentivar boas práticas;
  •  Verificar junto aos professores o desenvolvimento dos alunos de forma a ter coerência nas informações sobre os alunos;
  • Estar atento a documentação dos alunos acompanhados bem como de seus registros;
  • Manter diálogo com as famílias;









É importante ressaltar que todas essas tarefas citadas não precisam e não devem ser algo planejado de forma separada como se a educação inclusiva fosse algo a parte, pelo contrário, são tarefas que já são executadas, o que falta é fazer com que a inclusão seja pauta geral e permanente no contexto escolar, pois ela não funcionará quando trabalhada de forma isolada.


Atividade 03- Responda nos comentários:



Responda as seguintes questões formulando seu texto, sejamos honestos nas respostas, pois elas nos levam a refletir sobre as práticas vivenciadas, sendo ponto de partidas para novas realidades:
a)    Você concorda com a afirmação de que o papel do coordenador pedagógico é de fundamental importância no processo? Justifique:
b)   Das atividades gerais dos coordenadores pedagógicos descritas no texto anterior, cite três que você vê que acontece realmente no seu cotidiano de trabalho e três que você considera que precisa passar a acontecer como forma de contribuir para a efetivação do processo de inclusão:


quarta-feira, 15 de abril de 2020



Data: 15/04/2020
           Tema: O papel do gestor no processo de inclusão
Professora Angela Rosa

                                         


Temos consciência que o processo de inclusão no contexto escolar requer mudanças atitudinais, organizacionais e físicas, além de um efetivo envolvimento de toda a equipe escolar. Precisamos buscar por meio de ações diversas envolver toda a equipe na busca de estratégias e intervenções positivas que propiciem a adoção de práticas inclusivas. Para isso precisamos definir os papéis de cada um no processo, já que todos têm sua parcela de importância e responsabilidade. Hoje iniciaremos uma reflexão geral sobre a equipe escolar e o processo de inclusão partindo do gestor das escolas.
O gestor é aquele que estimula, incentiva e gera condições para que sua equipe realize o trabalho, sendo assim a postura do gestor no que se refere ao processo de inclusão vai refletir diretamente nas práticas de seus professores e equipe em geral. Ele deve ser o multiplicador de atitudes inclusivas no contexto escolar partindo do princípio de empatia, acolhimento, ajuda e respeito, valorizando toda a diversidade no ambiente escolar, de forma a contribuir com o processo.
O gestor precisa estar a par da realidade de seus alunos, conhecê-los e manter um diálogo com a família, bem como com sua equipe no sentido de garantir não só a inserção dos alunos no meio escolar, mas garantir efetivamente a sua inclusão por meio das estratégias de ensino e de envolvimento as quais devem ser planejadas e executadas dentro do projeto político pedagógico da escola, dentro dos parâmetros legais que regem a inclusão, bem como dentro de uma organização a qual deve ter por liderança o seu gestor.





               Então qual o papel dos gestores frente ao processo de Inclusão??


  • Um dos papéis mais importantes de um diretor é ser um gestor de humanidades.
  • Ser capaz de fazer a ponte entre os anseios técnicos internos e a necessidade da comunidade externa.
  • Não apenas administrar de maneira técnica uma escola.
  • A gestão escolar proposta pelo diretor é o que guia a escola.
  • É por meio das suas escolhas que são tomadas decisões relacionadas à utilização dos recursos dentro e fora da sala de aula, até como será o relacionamento da escola com o público de fora;



É pelas escolhas de gestão do diretor que a escola vai se adaptar ou não a uma educação inclusiva.


Conseguir um ambiente inclusivo não é tarefa fácil e necessita que o diretor seja resoluto e firme nas escolhas da sua gestão, para que, assim, todas as áreas da escola trabalhem alinhadas, com o objetivo de tornar a escola um ambiente inclusivo e saudável para todos.
Diante da realidade vivida buscar estratégias é fundamental


    Arranjos organizacionais do diretor:

  • Estar atento para atender às necessidades  que vêm com a diversidade apresentadas pelos alunos;
  • Trabalhar junto aos diversos setores da instituição;
  • Ajudar na criação dos projetos pedagógicos para alinhar os interesses sociais e as necessidades dos alunos;
  • Não tomar decisões que dividam alunos com necessidades especiais do restante da turma;
  • Procurar tornar a escola um local acolhedor;


  •     Promover meios de estabelecer relacionamentos pessoais adequados entre os alunos;
  •    Trabalhar diretamente com estratégias junto aos educadores, oferecendo-lhes apoio, material ou, se necessário, formação, dentro das possibilidades;
  •    Trabalhar junto aos professores para desenvolver materiais e projetos que sejam capazes de envolver todo o público discente de maneira íntegra;
  •    Manter o contato entre o ambiente escolar e a comunidade externa, e manter essa comunicação viva;

                                o diretor deve ainda:
  •   Conhecer as atribuições de cada profissional da rede de apoio, tendo o cuidado de cada um cumpra com suas atribuições e em hipótese alguma seja desviado de função;
  •   Estar inteirado das ações realizadas pela equipe da rede de apoio;
  •   Incentivar e participar de ações que reforcem o processo de inclusão no contexto escolar.
  •  Planejar juntamente com a equipe pedagógica momentos de incentivo ao estudo , busca de estratégias e troca de experiências entre seus profissionais.
  •  Saber quem são seus alunos que fazem parte do quadro de apoio, bem como suas respectivas deficiências, necessidades e potencialidades.
  •   Incentivar e valorizar sua equipe de forma que todos possam se sentir parte integrante no processo, tendo suas práticas evidenciadas e compartilhadas.



         Gestão Democrática

  •    O diretor sozinho não conseguirá garantir que a inclusão seja de fato o referencial de todas as ações da escola. Aliás, uma das condições fundamentais para a efetivação da proposta inclusiva em qualquer contexto é a participação direta de todos os envolvidos;

  •    Garantir um espaço democrático e participativo é fundamental e indispensável.


                                       Finalizando a reflexão

Trabalhar a partir da compreensão de que garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos implica transformar a cultura da escola, ou seja, os seus valores e o modo como ela se organiza, o diretor desta forma passa a ser uma figura central no processo inclusivo.

Atividade 02

*Após fazer a leitura do texto, faça um comentário sobre sua opinião acerca da importância do papel dos gestores no processo de inclusão. Quais a suas considerações sobre o tema de estudo de hoje? Como você analisa de forma geral o envolvimento dos gestores no que se refere a inclusão no contexto escolar?

*Não se esqueça que colocar seu nome e o nome da escola a qual você atua.